Aparecida Sertaneja: Gilliard, Caju & Castanha, Brunno & Henrique e Os Caipiras dominam o palco

Aparecida Sertaneja: Gilliard, Caju & Castanha, Brunno & Henrique e Os Caipiras dominam o palco

Na segunda‑feira (17/8), às 19h30, o programa Aparecida Sertaneja, comandado por Mariangela Zan, será palco de uma noite repleta de tradição e inovação. A programação incluiu os sucessos românticos de Gilliard, os clássicos da dupla Caju & Castanha, o dueto Brunno & Henrique e os Caipiras, além de uma homenagem especial ao ícone Tião Carreiro.

Gilliard: a voz do romance nordestino

O cantor natural de Natal (RN), Gilliard, iniciou sua carreira ainda na infância e conquistou projeção nacional no fim dos anos 1970. Seu estilo, marcado por músicas românticas e influências de Luiz Gonzaga, Vicente Celestino e Luiz Vieira, trouxe ao público sucessos como Aquela Nuvem (1979), que ultrapassou 1 milhão de cópias vendidas. Ao longo de mais de quatro décadas, ele consolidou clássicos como “Pouco a Pouco”, “Nosso Juramento”, “Não Diga Nada”, “Pensamento” e “Festa dos Insetos”. Recentemente, Gilliard dividiu projetos com seu filho, o cantor e compositor Sylvio Marinho, lançando os singles “Recomeçar” (2021) e “Quem Me Dera” (2025). Sua trajetória, repleta de milhões de discos vendidos, reforça sua posição como um dos pilares da música romântica brasileira.

Caju & Castanha: a força da música nordestina

Aparecida Sertaneja: Gilliard, Caju & Castanha, Brunno & Henrique e Os Caipiras dominam o palco

Os irmãos pernambucanos José Albertino da Silva (Caju) e José Roberto da Silva (Castanha) têm uma trajetória que remonta à infância, quando se apresentavam em feiras e praças com pandeiros feitos de latas de marmelada. A carreira ganhou impulso com o primeiro disco em 1978, que contou com participações de Zé Ramalho e Elba Ramalho. Na década de 1980, a dupla se mudou para São Paulo, integrando o movimento de arte urbana e conquistando espaço na televisão. Entre seus principais trabalhos estão “Embolando na Embolada”, “Nossa Vida, Nossa História” e “Na Pancada do Ganzá”. Em 1993, ganharam projeção nacional com Ladrão Besta e o Ladrão Sabido e, em 2014, o álbum Meu Deus Que País É Esse! foi indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música Regional ou de Raízes Brasileiras.

Brunno & Henrique e Os Caipiras: tradição e modernidade sertaneja

Os irmãos Brunno & Henrique unem a essência da música caipira ao estilo popular, destacando-se em canções como “Love”, “Papel de Louca” e “Curva de Rio”. Em 2024, participaram do DVD Colecionar Momentos, gravado ao vivo em Goiânia, ampliando sua presença no circuito sertanejo. Já se apresentaram ao lado de artistas renomados como Naiara Azevedo, Pedro Paulo & Alex e Zé Henrique & Gabriel, consolidando uma base de fãs leal nas redes sociais e plataformas musicais.

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Os Caipiras, por sua vez, encerram a noite com um repertório que valoriza a tradição sertaneja e a cultura caipira. A dupla, que já cantou com Almir Sater, aposta em viola e violão sertanejo, mantendo raízes do gênero enquanto dialoga com o público contemporâneo. Suas músicas incluem “Peão”, “Rei da Pecuária”, “Não Toca em Minha Vitrola” e “A Viola e a Pescaria”.

Homenagem a Tião Carreiro e encerramento da noite

A edição de hoje também contou com uma homenagem a Tião Carreiro, reforçando o compromisso do programa em preservar e celebrar os ícones da música caipira. Com uma programação diversificada que combina romance, forró, caipira e sertanejo, o Aparecida Sertaneja reafirmou seu papel como referência cultural na região.

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