Superfuzzy resgata referências do grunge dos anos 90 no single “Sem Direção”

Superfuzzy resgata referências do grunge dos anos 90 no single “Sem Direção”
Superfuzzy // Foto: Lucas Shtorach

Na quarta-feira (30), a Superfuzzy, banda paulista formada em 2025, lançou o segundo single “Sem Direção“. A faixa, gravada no estúdio Toca do Lobo e produzida por Paulo Anhaia – conhecido por trabalhos com Charlie Brown Jr., CPM 22 e NX Zero – traz de volta ao cenário brasileiro a essência crua e direta do grunge dos anos 90.

O baixista Samir Natali descreve a experiência de gravação como “muito livre”. “Foi ótimo, o Paulo nos deixou bastante confortáveis e trouxe ideias incríveis.” Ele destaca que a liberdade de expressão foi fundamental para que a banda alcançasse o tom autêntico que desejava.

O vocalista e guitarrista Betto Zanchi revela que “Sem Direção” tem como foco a saúde mental: “É sobre lidar com a depressão, sobre como essa doença afeta as pessoas e como saber lidar com suas próprias emoções.” A mensagem, combinada com riffs pesados e letras contundentes, reforça a proposta da banda de tocar rock com propósito.

O videoclipe, dirigido por Lucas Shtorache e Dani Buarque, acompanha a energia sonora da faixa. A produção foi lançada pelo selo Alcateia STDK Records, criado pela própria Superfuzzy em parceria com o empresário Júlio Stodiek.

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Composta por Betto Zanchi (guitarra e voz), Nando Antonietti (guitarra), Samir Natali (baixo) e Gabê Almeida (bateria), a Superfuzzy reúne músicos que já se encontravam em projetos anteriores quase duas décadas atrás. Nando comenta: “No ano passado resolvemos escrever um novo capítulo dessa história, e esse capítulo se chama Superfuzzy, uma banda de verdade, com amigos de verdade, que fazem a música que gostam, sentem e acreditam. Sem firulas, eufemismos ou atenuações.”

A sonoridade da banda é fortemente inspirada no grunge, post‑grunge e no rock alternativo dos anos 1990 e início dos anos 2000, com referências a Foo Fighters, Alice in Chains, Nirvana, Soundgarden e Pearl Jam. Para o guitarrista, “nós tocamos grunge dos anos 90 porque nós vivemos isso. Nós viemos pra enfiar um chute na bunda dessa galera, trazendo o rock como ele era e nunca deveria ter deixado de ser: direto, verdadeiro, cru e alto!“

Antes de “Sem Direção”, a Superfuzzy lançou “Só Você”, que aborda a violência contra a mulher. Betto descreve a faixa como “um acerto total, pois a banda já mostrou para o que veio.” Ele enfatiza que a banda busca “uma combinação entre intensidade instrumental e conteúdo: uma banda de rock energética com uma explosão de sentimentos, com riffs de guitarra e letras pensadas e bem elaboradas. Fazendo as pessoas pensarem. Não somos e não queremos fazer parte da moda.”

“Sem Direção” não é apenas um retorno ao grunge; é um convite à reflexão sobre questões contemporâneas, como saúde mental e violência, dentro de um contexto musical que valoriza a autenticidade. A Superfuzzy demonstra que o rock brasileiro pode ser ao mesmo tempo nostálgico e inovador, mantendo a honestidade sonora e a força das letras. Se você procura um som que une energia crua e mensagens relevantes, a banda oferece exatamente isso, lembrando que a música ainda pode ser um veículo poderoso para o debate social e emocional.

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