Vannick Belchior celebra os 80 Anos do Pai com o álbum Meu Nome É Cem – Parte 1 com participações de Don L e Renato Teixeira

Vannick Belchior celebra os 80 Anos do Pai com o álbum Meu Nome É Cem – Parte 1 com participações de Don L e Renato Teixeira
Crédito: Elena Hilário

Projeto resgata o legado de Belchior com arranjos inéditos, unindo o lirismo caipira à urgência da crítica social

Vannick Belchior celebra os 80 Anos do Pai com o álbum Meu Nome É Cem - Parte 1 com participações de Don L e Renato Teixeira

A cantora e compositora cearense Vannick Belchior lança no dia 04 de setembro o seu mais novo álbum, Meu Nome é Cem – Parte 1. O projeto celebra o ano em que seu pai, o lendário poeta e compositor Belchior, completaria 80 anos de nascimento. Com curadoria de repertório conduzida pela própria artista, o disco de seis faixas investiga as feridas latentes da sociedade brasileira a partir de uma interpretação contemporânea e visceral.

Nascida em Fortaleza, Vannick traz no DNA a garra nordestina e atua como uma verdadeira guardiã e continuadora da obra de seu pai, tendo liderado anteriormente os elogiados projetos tributo Das Coisas que Aprendi nos Discos e Concerto à Palo Seco. Curiosamente, a intérprete iniciou sua caminhada nos palcos aos 24 anos — exatamente a mesma idade com que Belchior estreou na música. Reafirmando sua voz como uma das artistas mais autênticas da nova música brasileira, o novo trabalho marca um momento de maturidade, liberdade poética e coragem em sua trajetória autoral e interpretativa.

O álbum equilibra o resgate histórico com encontros geracionais marcantes em duas colaborações de peso. Para interpretar “Tudo Outra Vez”, canção marcada pelo saudosismo do sertão, Vannick convidou Renato Teixeira, amigo pessoal e parceiro de palco de Belchior.

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“Pensei no Renato por ele ser um contemporâneo do meu pai e um compositor de alma. A música ‘Tudo Outra Vez’ conversa com a simplicidade humana e com uma poesia rebuscada, algo que se conecta muito com a obra do meu pai. O Renato me contou histórias lindas dessa amizade e traz a essência de eternizar ainda mais essa canção”, revela Vannick.

Já na subversiva “Meu Cordial Brasileiro”, a artista une forças com o rapper fortalezense Don L para denunciar os problemas sociais cíclicos, as aparências e o poder na sociedade brasileira. A parceria reforça a força da música cearense e traz o olhar crítico da nova geração:

“Quando penso em denúncia e genialidade atual, penso no Don L. Ele é da minha cidade e tem um posicionamento político e musical fortíssimo. ‘Meu Cordial Brasileiro’ faz essa crítica ao poder amargoso sobre o cidadão comum, e o Don trouxe essa perspectiva moderna que dialoga diretamente com o meu tempo e a minha liberdade poética”, ela completa.

O álbum expande o universo apresentado na faixa-título “Meu Nome É Cem”, gravada ao lado do lendário produtor Rick Ferreira, que utiliza a metáfora do cidadão invisibilizado e a narrativa do artista circense para abordar a precariedade da arte no Brasil.

Com seis faixas e arte da capa do artista pernambucano Assis Raoni, o álbum Meu Nome é Cem – Parte 1 está disponível em todas as plataformas de música digital.
Tracklist:

Notícia de Terra Civilizada

Tudo outra vez (feat. Renato Teixeira)

Conheço meu lugar

Meu Cordial Brasileiro (feat. Don L)

Monólogo das grandezas do Brasil

Ficha Técnica: 

Voz Principal: Vannick Belchior

Arte da Capa: Assis Raoni 

Produção Musical e Arranjos: Rick Ferreira (“Meu Nome É Cem”), Sérgio Zurawski (“Notícia de Terra Civilizada”, “Conheço Meu Lugar”) e Maurício Pacheco (“Tudo Outra Vez”, “Meu Cordial Brasileiro”, “Monólogo das Grandezas do Brasil”)

Participações Vocais: Renato Teixeira (voz em “Tudo Outra Vez”), Don L (voz em “Meu Cordial Brasileiro”), Carlos Sales e Rick Ferreira (vocais em “Meu Nome É Cem”)

Guitarras e Violões: Rick Ferreira (violão, guitarras e pedal steel guitar em “Meu Nome É Cem”), Pedro Braga (violão e guitarra em “Meu Cordial Brasileiro”, “Monólogo das Grandezas do Brasil”; violão e Nashville tune em “Tudo Outra Vez”), Maurício Pacheco (violão e baixo em “Meu Cordial Brasileiro”), Sérgio Zurawski (violão e guitarra em “Notícia de Terra Civilizada”, “Conheço Meu Lugar”)

Baixo: Paulo Cezar Barros (baixo em “Meu Nome É Cem”), Maurício Pacheco (baixo, programações e loops em “Meu Cordial Brasileiro”, “Monólogo das Grandezas do Brasil”, “Tudo Outra Vez”)

Bateria e Percussão: Carlos Sales (bateria e percussão em “Meu Nome É Cem”), Marcelo Costa (bateria e percussão em “Monólogo das Grandezas do Brasil”, “Tudo Outra Vez”), 

Teclados, Pianos, Sanfona e Outros Instrumentos: Sérgio Villarim (piano em “Meu Nome É Cem”), Eron Lima (sanfona em “Tudo Outra Vez”), Gabriel José Levy (acordeon em “Conheço Meu Lugar”), Renan Almeida (violino em “Notícia de Terra Civilizada”)

Metais (em “Monólogo das Grandezas do Brasil”): Gilberto Pereira (saxofone), Gilmar Ferreira (trombone), Josias Franco (trumpete), Maurício Pacheco (arranjo de metais)

Gravação: Estúdio Frigideira (Rio de Janeiro) por Felipe Larrosa Moura; RF Estúdio e CS Estúdio

Mixagem: Carlos Sales e Rick Ferreira (“Meu Nome É Cem”), André Baroli (“Meu Cordial Brasileiro”, “Monólogo das Grandezas do Brasil”, “Tudo Outra Vez”), Sérgio Zurawski (“Notícia de Terra Civilizada”, “Conheço Meu Lugar”)

Masterização: André Baroli e Carlos Sales

Siga Vannick Belchior:

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