Celebs | Bruno Albert reflete questões humanas universais e negritude em EP de estreia
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Por Nathália Pandeló Corrêa / Publicado sexta-feira, 24 jan 2020 17:33

Bruno Albert reflete questões humanas universais e negritude em EP de estreia

 

O multi artista Bruno Albert mergulha em uma jornada de imersão e identidade em seu EP de estreia, “Semióforo”. Construindo sobre a sonoridade revelada nos singles “Razão” e “Pre-tu”, ele se apresenta pela primeira vez como artista solo de canção após uma trajetória no campo expandido da arte contemporânea. Somando as faixas “Feriado”, “Ideias cadentes” e “Ciclos e Rotas”, o álbum já está disponível nas plataformas digitais através do selo Diáspora. 

Ouça “Semióforo”: http://smarturl.it/BrunoAlbertEP

O trabalho é guiado pela experiência humana em múltiplas formas. Seja pelo abandono de amarras e convenções para se entregar a experiências intensas (“Razão”), a solidão na calada da noite (“Ideias cadentes”), a relação da memória com noções de afeto e identidade (“Ciclos e Rotas”) até passar pela presença da música como a vontade do encontro, comunicação, representatividade e reconhecimento em faixas como “Pre-tu” e “Feriado”. Tudo isso é embalado pelo violão folk de Bruno, que se encontra a instrumentos como bateria, baixo, cello e rabeca sob o comando do produtor Hugo Noguchi.

As canções do EP brotaram de um contexto de reclusão e questionamentos vividos por Albert, porém sem se limitar ao seu próprio microcosmo. “Não é difícil de se identificar e se enxergar no mesmo lugar daquilo que é dito nas letras das canções e é daí que vem a urgência de compartilhamento de tudo que arrodeou os limites da minha mente durante tanto tempo, mas se revelou como algo que tem voz em outros lugares, vozes e olhares”, reflete o artista, que cita inspirações indo de Milton Nascimento a Laura Marling, Gilberto Gil a Jeff Buckley, Caetano Veloso a Lianne La Havas.

Natural de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, Bruno Albert começou a compor muito jovem e sempre viu na música um meio de experimentação e produção artística para expressar seus questionamentos e afetos. O curso em História da Arte foi motivado pelo encontro com a instalação de “cosmococas”, do artista plástico Hélio Oiticica, que chegou a comparar seu trabalho com música. Inspirado a buscar uma abordagem diferente e sem barreiras, Albert se dedicou às artes de forma mais ampla até começar a compor as canções solo que viriam a fazer parte de “Semióforo”, ainda em 2016. 

Além do EP, Bruno também tem feito interpretações de trabalhos importantes de outros artistas. É o caso de “Uma Canção”, de Ronaldo Bastos e Lô Borges, para a divulgação do livro de Marcos Lacerda sobre Bastos intitulado “Hotel Universo”; e também de “O Que Sobrou do Céu”, de Marcelo Yuka, gravada para o manifesto Carnavalhame. 

A produção musical, engenharia de som, mixagem, masterização e as linhas de baixo de “Semióforo” são de Hugo Noguchi, conhecido por projetos como Ventre, SLVDR e Posada e o Clã. Participaram também os músicos Pedro Millecco (bateria), Beto Lemos (cellos e rabeca),  Flavia Chagas (cellos), além do rapper Jef Rodriguez, que surge em “Pre-Tu”.

O lançamento é uma aposta do novo selo Diáspora, projeto iniciado por Noguchi que pretende dar visibilidade para que artistas racializados se insiram de modo profissional no mercado musical, buscando descendentes das diásporas africana e asiática, bem como das internas brasileiras. O EP de Bruno Albert está disponível em todas as plataformas de streaming musical.

Ouça “Semióforo”: http://smarturl.it/BrunoAlbertEP


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