Festival Infantil Kizombinha celebra cultura afro no Recife (amanhã, 11)

Festival Infantil Kizombinha celebra cultura afro no Recife (amanhã, 11)

Na manhã de domingo, 11 de outubro, o bairro Alto José do Pinho na Zona Norte do Recife se transformará em um palco de cor, ritmo e alegria. O festival “Kizombinha – Rua, Território de Brincar” promete seis horas de programação gratuita, reunindo mais de dez atrações que celebram as culturas africanas, afro‑brasileiras e populares no contexto do Dia das Crianças.

O evento, organizado pelo Afoxé Ylê de Egbá, Ponto de Cultura e Patrimônio Cultural Imaterial do Recife, acontece das 14h às 20h. A agenda inclui música, dança, cortejos, oficinas e brincadeiras, tudo em um espaço que valoriza a convivência familiar e o acesso à cultura como direito fundamental.

“Vai ser um dia para a criançada tomar conta da rua, correr, dançar, encontrar os amigos e viver o Alto de um jeito muito especial. A gente quer que elas ocupem a cidade desde a primeira infância, criem boas memórias no bairro e cresçam sabendo que lazer, convivência e acesso à cultura também são direitos”, comenta Vanessa Silva, produtora cultural do festival.

A proposta do nome, derivado de kizomba e do kimbundu, reflete a ideia de festa e encontro. No Recife, o termo ganha uma leitura voltada à infância, conectando o público a heranças africanas que atravessaram o Atlântico e foram recriadas no Brasil. Essa ancestralidade aparece nos tambores, no agbê, no afoxé, nas tranças, nos ritmos e na troca de saberes entre gerações, dialogando também com expressões populares pernambucanas como maracatu, coco, ciranda e capoeira.

- Publicidade -

O palco principal recebe performances como Som na Rural, com a multiartista Yaritsa Tainan, e a discotecagem de Deejay Novato. O Boi da Cutia apresenta um cortejo de cultura popular às 16h30, enquanto o Maracatu Maracaarte – grupo com maioria de integrantes com síndrome de Down – se destaca das 18h às 18h30. Às 18h30, o bailarino Orun Santana conduz a experiência “Orun para Erê”, combinando jogos corporais, música e elementos de coco, ciranda, afoxé, cavalo‑marinho, maracatu e capoeira.

O encerramento, às 19h20, traz o Grupo Abayomi, formado por meninas e jovens do Ponto de Cultura Afoxé Ylê de Egbá. O coletivo reúne canto, dança, poesia, agbê e percussão, marcando sua primeira apresentação no próprio Alto José do Pinho.

Além das apresentações, o festival oferece quatro oficinas simultâneas das 14h às 16h: Estampaê! (serigrafia), Pipaê! (construção de pipas), Animaê! (animação e flipbook) e Trançaê! (tranças, cores e tererês). A recreação inclui brinquedos infláveis, personagens e brincadeiras, enquanto guloseimas como pipoca, algodão‑doce, doces e bolo mantêm a criançada animada.

O “Kizombinha” integra as comemorações pelos 40 anos da agremiação carnavalesca e conta com o apoio da Secretaria de Cultura do Recife, Fundação de Cultura Cidade do Recife e Prefeitura do Recife, por meio do Sistema de Incentivo à Cultura (SIC).

Ao ocupar as ruas do Alto José do Pinho, o festival não apenas celebra a riqueza da cultura afro‑brasileira, mas também reforça a importância de espaços públicos que promovam inclusão, criatividade e pertencimento desde a infância. Em um cenário onde a representatividade ainda é um desafio, “Kizombinha” oferece um modelo de evento que combina arte, educação e cidadania, demonstrando que a música, a dança e a brincadeira podem ser ferramentas poderosas para construir comunidades mais fortes e solidárias.

Compartilhar

Caóticas palavras: novo álbum do preço aborda conflitos do mundo contemporâneo Caóticas palavras: novo álbum do preço aborda conflitos do mundo contemporâneo

Na segunda‑feira (5 de outubro) a banda paulista O Preço lançou "Caóticas Palavras", um disco de 14 faixas que mergulha nas turbulências sociais e políticas…

Aviso de Consentimento

O conteúdo que está acessando pode não ser adequado para sua idade. Continuar a partir daqui é de sua responsabilidade.