Nigga volta ao palco com direção musical em “Morra, amor”, solo de Mariana Santos

Nigga volta ao palco com direção musical em “Morra, amor”, solo de Mariana Santos

Após o sucesso estrondoso de O Beijo no Asfalto, o baixista e compositor Nigga retorna ao cenário teatral, desta vez assumindo a direção musical e a execução da trilha sonora ao vivo de um novo espetáculo: “Morra, amor“, solo de Mariana Santos. O show estreia no dia 9 de outubro no Teatro Total Energies, prometendo mais uma experiência sonora inovadora e intimista.

Em entrevista exclusiva, Nigga destaca como a estreia anterior abriu novas portas para ele: “Com certeza O Beijo me abriu portas e abrirá ainda mais, primeiramente porque estive com um elenco de excelência e uma equipe impecável que impulsionou o nosso criar. Acredito na qualidade do que criamos, como músico em cena, ator e diretor musical. Acho que o teatro precisa de mais música ao vivo, e mais, que os músicos se apropriem desse mercado de trabalho que são os palcos de teatro.”

Em Morra, Amor, Nigga experimenta uma relação mais intimista com o palco, sendo o único a dividir a cena com a atriz Mariana Santos. Além da direção musical, ele executa a trilha ao vivo, trazendo ao público uma sonoridade única que vai além das notas tradicionais do contrabaixo. Ele explica: “Eu acredito que a música pra teatro tem que ser feita assim, nas salas de ensaio, nas experimentações, nos jogos em cena. Levamos para os ensaios ideias, referências sonoras e de artistas, para que isso guiasse nosso imaginário.”

A dramaturgia é uma adaptação teatral feita pela própria escritora argentina Ariana Harwicz de seu romance homônimo, publicado em 2012 e que recentemente ganhou uma versão cinematográfica estrelada por Jennifer Lawrence e Robert Pattinson. A peça segue a história de uma mulher que vive isolada em uma casa de campo na França, questionando os ideais românticos e as expectativas sociais sobre os papéis de esposa e mãe. O humor, sarcasmo e a linguagem carregada de desejos e impulsos contraditórios dão voz ao desmoronamento de suas certezas.

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Nigga enfatiza que a construção da trilha foi feita em diálogo direto com o processo de ensaio: “Eu acredito que a música pra teatro tem que ser feita assim, nas salas de ensaio, nas experimentações, nos jogos em cena. Levamos para os ensaios ideias, referências sonoras e de artistas, para que isso guiasse nosso imaginário.” Ele também destaca a exploração do contrabaixo: “Eu gosto de tirar ruídos dele, buscar outros sons que ele emite.” Essa abordagem abre um novo mundo para os baixistas, ampliando o espaço de atuação do instrumento em contextos dramáticos.

Paralelamente ao trabalho no teatro, Nigga se prepara para uma nova experiência internacional. No dia 31 de outubro, ele participará do show Voz y soledad de Duda Brack em Buenos Aires, atuando como produtor musical e músico, onde criará beats e tocará baixo acústico no Cultural Thames, em Palermo.

Com Morra, amor, Nigga consolida-se como um dos principais nomes que trazem a música ao vivo para o palco teatral, explorando novas possibilidades sonoras e narrativas. A estreia no Teatro Total Energies promete ser um marco para quem busca experiências que unem teatro, música e reflexão social. Fique atento às datas e aos bastidores, pois a cena musical brasileira continua a se reinventar, e Nigga está na vanguarda desse movimento.

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