No dia 22 de agosto, às 15h, o Espaço Porto (Rua Harmonia, 925, próximo à estação Vila Madalena) abre as portas para a exposição inédita “Meio visível“, de P.O. Almeida. Predominantemente em preto e branco, o conjunto de imagens propõe uma leitura autoral da paisagem urbana, afastando-se do registro turístico comum e convidando o espectador a fragmentar cenários, reorganizar elementos e descobrir novas relações entre pessoas, objetos e espaços. A visitação gratuita acontece de quarta a sábado, das 14h às 18h, mediante agendamento prévio, e o acervo ficará em exposição até 3 de outubro.
O olhar do fotógrafo
Paulo Octavio Pereira de Almeida, também conhecido como P.O. Almeida, traz para o público uma meditação silenciosa sobre a vida contemporânea, construída a partir de suas experiências de deslocamento. “Sempre procuro criar imagens a partir do que eu vejo das imagens dos meus mestres“, explica o artista. Entre suas referências estão Lee Friedlander, André Kertész, Manuel Alvares Bravo, Henri Cartier‑Bresson, Carlos Moreira e Cristiano Mascaro.
“O interesse de P.O. Almeida reside menos nos lugares em si do que nas relações que neles se estabelecem: sobreposições de planos, jogos de luz e sombra, reflexos, geometrias, gestos e encontros fortuitos revelam uma cidade que se reorganiza continuamente diante do olhar.“
Com mais de 30 cidades representadas em todo o globo, a obra reflete a tradição da fotografia moderna que enxerga a rua como espaço de invenção visual. O fotógrafo também publicou o livro Meio visível (Fotô Editorial, 2021, 74 páginas), que dialoga com a exposição e oferece uma visão mais aprofundada da sua prática.
Como chegar e participar
O Espaço Porto fica próximo à estação Vila Madalena do metrô, facilitando o acesso. A entrada é franca, mas a visitação requer agendamento prévio. Para mais informações, acompanhe o Instagram @portodecultura ou visite o site portodecultura.com.br. O fotógrafo pode ser encontrado em poalmeida.com.br.
Não perca a oportunidade de explorar uma nova perspectiva sobre a cidade e descobrir como a luz, a sombra e os detalhes cotidianos se tornam poesia visual na obra de P.O. Almeida.








