A 8½ Festa do Cinema Italiano, que acontece de 25 de junho a 1º de julho de 2026, em todo o país, apresenta o drama italiano “Três Vezes Adeus“, de Isabel Coixet. O filme é uma coprodução Itália/Espanha que chega aos cinemas brasileiros no dia 1º de outubro.
Um Casal em Crise
A história segue Marta (Alba Rohrwacher) e Antonio (Elio Germano), um casal que vive juntos há sete anos. Após uma discussão, Antonio decide ir embora, o que intensifica a tendência de Marta se fechar em si mesma e silenciar. Para passar o tempo, ela compartilha seus sentimentos com um recorte de papelão em tamanho real de um astro do K-pop que encontrou no lixo.
Logo ela descobre que as dores de estômago que sofre não são consequência da tristeza, mas sim de uma grave doença. A reação de Marta é se fechar em si mesma e ficar fora do mundo, enquanto Antonio decide mergulhar de cabeça no trabalho: ele é chef de cozinha.
Um Filme sobre a Vida e a Mortalidade
Isabel Coixet descreve o filme como uma oportunidade para retomar temas do início de sua carreira. “Assim como em ‘Minha Vida Sem Mim’ (2003), voltamos a nos aproximar da morte, mas a partir de uma perspectiva diametralmente oposta“, elabora. “Se naquele filme a narrativa era estruturada em torno do esforço de construir um legado, aqui ela ganha forma em uma protagonista sem herdeiros que encontra sua própria maneira de viver justamente quando já não tem mais nada a perder“, complementa.
Coixet também explora dois de seus motivos cinematográficos favoritos: a música e a gastronomia. “No primeiro caso, com o desejo de me aproximar daquilo que as novas gerações escutam, dos fenômenos e da iconografia que ajudam a construir suas identidades – neste caso, ídolos específicos do K-pop”, explica. “No caso da comida, voltamos a destacar os contrastes entre a alta gastronomia e a comida de rua, como mais uma forma de definir as trajetórias de cada personagem”, conclui.
Recepção Crítica
A revista estadunidense Variety classificou “Três Vezes Adeus” como “um filme cativante”, entre a melancolia e a ternura, que “reafirma o valor da vida”. O jornal Corriere De La Sera descreve a película como “sensível, comovente e profundamente humana“. Para o site C7nema, trata-se de “um belíssimo e sensível filme autoral sobre relações humanas, muito bem realizado por Isabel Coixet“. O Cineuropa resume a obra como “uma meditação agridoce sobre o que significa dizer adeus: a um parceiro, a uma ideia de si mesmo e à própria vida“.
Ficha Técnica
Direção: Isabel Coixet
Roteiro: Isabel Coixet e Enrico Audenino, baseado no livro “Tre Ciotole” di Michela Murgia
Elenco: Alba Rohrwacher (Marta), Elio Germano (Antonio), Francesco Carril (Agostino), Silvia D’Amico (Elisa), Galatéa Bellugi (Silvia) e Sarita Choudhury (Doctora Benati)
Música: Alfonso De Vilallonga
Designer de Produção: Paola Comencini
Fotografia: Guido Michelotti
Som: Luca Anzellotti
Edição: Jordi Azategui
Produção: Riccardo Tozzi, Giovanni Stabilini, Francesca Longardi (Cattleya), Carlo Gavaudan, Marco Miana (Ruvido Produzioni), Massimo Di Rocco, Luigi Napoleone (Bartlebyfi lm), Marisa Fernández Armenteros (Buenapinta Media), Sandra Hermida (Perdición Films) e Alex Lafuente (Bteam Pictures)
País de produção: Itália e Espanha
Idioma original: Italiano
Formato: colorido
Sobre Isabel Coixet
Nascida em Barcelona, Isabel Coixet é uma das diretoras mais reconhecidas do cinema espanhol contemporâneo. Entre seus filmes mais importantes está “Minha Vida Sem Mim” (“My Life Without Me”) (2003), drama estrelado por Sarah Polley e Mark Ruffalo. Dois anos depois, dirigiu “A Vida Secreta das Palavras” (“The Secret Life of Words”) (2005), considerado por muitos sua obra-prima, novamente estrelado por Sarah Polley. Em “Fatal” (“Elegy”) (2008), adaptação de um romance de Philip Roth, reuniu Penélope Cruz e Ben Kingsley.








