LABVERDE transforma arte e escuta ambiental em novas visões sobre o futuro da Amazônia

LABVERDE transforma arte e escuta ambiental em novas visões sobre o futuro da Amazônia

Em um momento em que o mundo busca novas formas de pensar a relação entre humanidade e natureza, o Labverde, organização baseada na Amazônia, consolida-se como uma das iniciativas mais inovadoras no campo da arte ecológica. Criando pontes entre artistas, cientistas, ecólogos, comunidades indígenas e ribeirinhas, o projeto transforma a escuta (literal e simbólica) em ferramenta de investigação ambiental. 

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Criado em 2013 na Amazônia, o Labverde nasceu do desejo de conectar arte, ciência e saberes indígenas para produzir novas narrativas sobre o ambiente. Diferentemente de iniciativas que apenas retratam a floresta, o Labverde defende que a criação artística deve emergir da convivência profunda com o território — acompanhando ciclos de rios, sons da mata, histórias de comunidades e ritmos ecológicos que dificilmente chegam às cidades. A organização reúne artistas, ecólogos, antropólogos, curadores e ativistas em residências que tratam a floresta não como cenário, mas como agente de conhecimento.

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Em seu trabalho mais recente, o Labverde amplia essa perspectiva ao transformar sons amazônicos em ferramenta direta de conservação. Em parceria com o projeto internacional Sounds Right e o Museum for the United Nations – UN Live, o coletivo lançou Nature x LABVERDE, série de EPs que creditam a própria Amazônia como artista nas plataformas de streaming. A cada reprodução, royalties são destinados a comunidades indígenas e ribeirinhas que mantêm vivo o Mosaico de Unidades de Conservação do Baixo Rio Negro. É um gesto artístico, político e econômico: a música torna-se instrumento de justiça climática, e a floresta passa a ser reconhecida como produtora de valor cultural.

Além da dimensão sonora, o Labverde atua como centro formador de artistas engajados com ecologia e justiça climática. Seus programas — como Lab.Sonora, Fungi Cosmology e Speculative Ecologies — investigam desde bioacústica até epistemologias indígenas e materialidades vivas. As experiências não se limitam a produzir obras: elas remodelam a própria compreensão sobre o papel da arte no século XXI. Assim, o Labverde consolida-se como uma potência cultural amazônica, influenciando instituições, formulações públicas e debates globais sobre cultura e clima.

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