Sempre em movimento e abraçando as mudanças. É desta forma que vive o cantor, compositor e instrumentista brasileiro LUIZGA, que em meio a uma turnê pela Europa estreia seu novo trabalho. Intitulado luizga electric microbigband – live in lisbon, o LP é uma tradução ao vivo de como referências, culturas e interações reverberam, criativa e incessantemente em sua carreira. Impulsionado pelo destaque conquistado, ainda no Brasil, com sua participação nas bandas Graveola e Rosa Neon, ambas marcos da cena mineira, LUIZGA percorreu o país e ocupou seu espaço no lineup de alguns dos principais festivais do planeta.
Ouça luizga electric microbigband – live in lisbon: https://lnk.to/luizgaelectricmicrobigband
Após passar por palcos como o FMM Sines (Portugal) e o Roskilde Festival, o cantor decidiu que era hora de alçar voo solo. No entanto, pelo fator colaborativo que a arte tem, encontrou no velho continente uma nova forma de se expressar acompanhado: apresentar a própria música ao lado de uma grande banda, formada por pessoas que pudessem aportar as mais distintas experiências possíveis. “Tinha muita vontade de voltar a trabalhar com um grupo maior de músicos e, quem sabe, potencializar os arranjos através dessa performance ao vivo”, conta.
Munidos dessa vontade de compartilhar música é que nasceu a electric microbigband. Jori Collignon (teclados e eletrônica), Bárbara Rodrix e Beatriz Nande (vocais), Afrogame e Theu Nasci (percussão), além de Femme Falafel (teclados e coros) encabeçam o septeto, vindo de quatro diferentes países. Fora o Brasil, somam-se à formação original Portugal, Holanda e França, em um encontro encabeçado por LUIZGA, que assume as funções de voz, guitarra e direção musical.
Juntos, eles trabalham para potencializar versões próprias de músicas como “Pé da Laranjeira”, “Colo” e “Arqueiro Voador”, que ficaram conhecidas nos acordes feitos para a banda Rosa Neon. Uma roupagem ainda mais taciturna, por sua vez, recai sobre o clássico “Alguém Cantando”, de Caetano Veloso, mas não sem antes servir a quem escuta o deleite de uma versão inédita de “Ora Bom Dia”. A letra, guardada por um longo período, tem a autoria do ícone cabo-verdiano Orlando Pantera.
O simples fato de terem sido registradas ao vivo já poderia causar um impacto singular no ouvinte. No entanto, o ato de dar vida a essas versões diante do grande público oferece ainda a LUIZGA e companhia o poder de transportar seus espectadores para dentro da própria sala, compartilhando seu processo criativo em um mix de delicadeza e visceralidade. Ao vivo, a trupe celebra um esforço de décadas na música, em que a maior recompensa pode ser a criação de um som capaz de estabelecer conexões, aproximando seus criadores daqueles que os escutam.
luizga electric microbigband – live in lisbon soa como um atestado da capacidade de se reimaginar que o frontman brasileiro foi construindo. Com esta nova empreitada, LUIZGA acerta outra vez, provando ao Brasil e ao mundo os efeitos da longevidade e da inventividade que foram capazes, ao longo das duas últimas décadas, de posicioná-lo como um farol da cena alternativa brasileira.

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