Representante Máxima da Bateria, Ana Beatriz Godoi exalta conexão com ritmistas e revela filosofia carnavalesca

Representante Máxima da Bateria, Ana Beatriz Godoi exalta conexão com ritmistas e revela filosofia carnavalesca

Como rainha de bateria da Rosas de Ouro, Ana Beatriz Godoi foi um dos destaques no lançamento do CD dos Sambas de Enredo do Carnaval de São Paulo, na madrugada de domingo. A ocasião foi marcada por sua escolha de figurino, completamente dedicado ao símbolo da ‘Bateria com Identidade’, uma resposta ao tributo que recebeu do Mestre Rafa Oliveira.

Recentemente, a agremiação presenteou a rainha ao gravar sua imagem como “deusa da noite” em todos os instrumentos da bateria para 2026, alinhando-se ao enredo do próximo Carnaval. Comovida com a ação, Ana Beatriz optou por retribuir o gesto de maneira especial, usando uma roupa criada unicamente para reverenciar seus ritmistas.

Representante Máxima da Bateria, Ana Beatriz Godoi exalta conexão com ritmistas e revela filosofia carnavalesca
“A bateria acompanha minha trajetória desde a infância. Ver meus retratos nos instrumentos mexeu profundamente comigo. Neste evento, quis corresponder a essa dedicação de forma simbólica, deixando claro que estou unida a eles”, comenta. “Tudo isso carrega um significado profundo, mas muito especial. Eles têm meu apoio incondicional”.

Sobre os preparativos para o desfile, ela se difere de muitas outras rainhas e musas ao afirmar que não segue regras rígidas de treino. Ana Beatriz não encara o Carnaval como um momento de privação e mantém essa postura desde o início de seu reinado.

Representante Máxima da Bateria, Ana Beatriz Godoi exalta conexão com ritmistas e revela filosofia carnavalesca
“Não adoto uma rotina preparatória específica. Não me privo com dietas, nem fico obcecada com academia; tenho uma em casa e nem sempre a utilizo como planejado (risos). Com a maturidade, aprendi a viver o Carnaval sem crise, sem autocobrança, sem a sensação de que preciso me sacrificar”, explica.

Em sua visão, o Carnaval é uma questão de espírito, não uma busca por um físico ideal. “Compreendi que o Carnaval é felicidade, é coletividade, é transformação social, é ensaio nas ruas, é a batida do samba, é a fantasia criada com amor… não é tormento. O físico importa, evidentemente, mas não é o foco principal. Às vezes exagero na comida, depois compenso, mas levo uma vida comum. A chave é adorar o Carnaval e absorver sua verdadeira essência”.

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Envolvida em todos os detalhes, Ana Beatriz acompanha a produção de suas alegorias e contribui ativamente nos processos criativos. No entanto, ela ressalta: sua motivação vem da vivência com a comunidade, da força da bateria e da paixão pela escola.

Representante Máxima da Bateria, Ana Beatriz Godoi exalta conexão com ritmistas e revela filosofia carnavalesca
O Carnaval me mostrou que a beleza é um reflexo da simplicidade. Por isso, escolhi desfilar com tranquilidade. Essas fórmulas de alimentação restritiva e treinos exaustivos me parecem características de quem está começando. Respeito quem faz, mas não aceito passar por dificuldades apenas para atingir um padrão de perfeição”.

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