A banda Macaco Estrela lança o single “O Sinal“, uma fusão que integra rock latino, reggae, ska, cumbia e referências da música indígena contemporânea. A faixa, lançada pelo selo Liboo Music/Virgin e produzida por Fábio Cardelli, sintetiza a proposta multicultural do grupo, formado em 2019 no bairro da Mooca, em São Paulo.
“O Sinal” conta com a participação especial da cantora e compositora indígena Milena Makuxi, natural de Roraima, que já vinha colaborando com a banda em ensaios e apresentações. “A Milena é uma artista que admiramos profundamente. Ela começou a ensaiar conosco e o convite surgiu de maneira natural. Acreditamos genuinamente na junção das expressões artísticas latino-americanas“, afirma o vocalista Guto.
Segundo o artista, a canção aborda como acontecimentos aparentemente menores podem reconfigurar trajetórias individuais e coletivas. “A música trata de encontros e desencontros existenciais, de como um detalhe pode alterar o rumo de duas pessoas ou mesmo de uma comunidade inteira, funcionando como um verdadeiro divisor de águas. Acredito que tudo pode ser interpretado como um indício de transformação, sorte ou revezes“, reflete.
A banda, influenciada por nomes como Joe Strummer & The Mescaleros, Charly García, Paralamas do Sucesso, Andrés Landero e o Clube da Esquina, reúne músicos do Brasil, Peru, Colômbia e Cuba, colocando a diversidade como pilar de sua identidade sonora. “Acredito que a força do Macaco Estrela está justamente na fusão: reunir pessoas de origens distintas, cada qual trazendo uma bagagem única. Isso enriquece definitivamente nossa sonoridade“, observa Guto.
Além dele, o grupo é formado por Arnaldo Amaral (guitarra), Dani Martins (guitarra), Vitor Neves (baixo), Alex de Armas (percussão), Julio Yalle (trombone), Mao Soteldo (saxofone e flauta), Andre Nicolosi (bateria), Alexandre Gnipper (teclado e acordeão) e Bob Jairo (maracas).
“O Sinal” reforça o momento atual da banda, caracterizado pela ampliação de suas referências e colaborações interculturais. O Macaco Estrela também destaca a concepção visual do lançamento, cuja capa incorpora desenhos de agroglifos – um conjunto simbólico que dialoga diretamente com a ideia de “sinais” presente na narrativa da composição.

