A formação curitibana Magistry disponibilizará na sexta-feira (19) seu mais recente trabalho: o EP Venus Mellifera. Este lançamento chega como sucessor de The New Aeon, álbum inaugural da banda divulgado em março, consolidando um período produtivo para o grupo.
O projeto apresenta características conceituais fundamentadas nos epítetos da deusa Afrodite, revelando uma faceta mais lírica do conjunto musical. Sonoramente, representa uma evolução que integra gothic e doom metal em uma abordagem mais acessível ao público amplo.
Conforme explica Thiago Parpineli, responsável pelos teclados e criação visual da capa, a arte conecta-se diretamente com a composição principal: “é como se fosse uma imersão dentro da letra da música, como se o EP todo fosse um passeio nesse campo florido, conhecendo e experimentando vários tipos de amor no decorrer dele”, detalha o músico.
O repertório abrange seis composições distribuídas em aproximadamente quarenta minutos de duração. As músicas “Divine”, “Frozen Heart Fades” e “Marry Me at the Sea”, criadas por João Borth, investigam questões relacionadas à procura por prazer. Já “Venus Mellifera”, autoria de Thiago Parpineli, presta homenagem à divindade do amor, fertilidade e beleza. “Me, the Moon and Venus”, assinada por Johan Wodzynski, desenvolve perspectivas niilistas. O encerramento fica por conta de uma releitura remixada da faixa principal, desenvolvida em colaboração com o artista Babalon, que executou todas as percussões, incorporando elementos da tradição musical mediterrânea antiga em sintonia com a temática das deusas desta cultura.
Características Sonoras
O trabalho mantém a qualidade instrumental característica dos lançamentos anteriores da banda, porém sob nova perspectiva. Embora preserve elementos típicos do metal – como vocais guturais de apoio, riffs intensos e blast-beats -, desenvolve uma sonoridade mais digerível e profundamente atmosférica.
As composições carregam tonalidade épica e ritmada, criando espaço para que as melodias se destaquem e conduzam o ouvinte a experiências imersivas. A incorporação de instrumentos como saxofones, trombones e trompetes diferencia significativamente o álbum das produções convencionais do gênero, contribuindo para texturas sonoras distintivas e posicionando a banda entre os nomes mais inovadores, criativos e autorais da atual geração do metal nacional.
Tracklist Completa
- Divine
- Frozen Heart Fades
- Venus Mellifera
- Marry Me at the Sea
- Me, the Moon and Venus
- Venus Mellifera (Babalon remix)
Sobre a Magistry

Estabelecida em junho de 2023, a banda tem conquistado reconhecimento no cenário metaleiro curitibano através de seus lançamentos: o EP acústico The Delightful Companion: A Prelude for The New Aeon, o álbum The New Aeon e o próximo EP Venus Mellifera.
A lineup atual reúne a vocalista Lya Seffrin, o cantor e guitarrista Leonardo Arentz, o guitarrista João Borth, o tecladista Thiago Parpinelli, o baixista Leonardo Rivabem e o baterista Johan Wodzynski.
O som característico da Magistry destaca-se pela qualidade instrumental e fusão de múltiplos subgêneros do metal – incluindo death, gothic e doom -, sempre acompanhados de orquestrações equiparáveis aos grandes expoentes do metal sinfônico. A instrumentação incorpora violinos, cellos, oboés, alaúdes e cítaras, complementados por arranjos corais marcantes que evocam tradições da música erudita, particularmente os períodos barroco e romântico.
Durante 2024, a banda conquistou a primeira colocação no Festival de Bandas Autorais de Curitiba. Em dezembro, recebeu destaque da Mariutti Team Zine, publicação de alcance nacional, que ressaltou como The New Aeon “explora o dualismo entre o bem e o mal, criando uma sonoridade dinâmica” e que as canções “destacam-se pela profundidade lírica e pela riqueza musical”.
Acompanhe em @magistryband
