A chama dançava em labaredas altas, um punhado de algodão em brasa na mão firme da entidade. Ele era Tranca Rua das Almas, e seus olhos, antigos e sábios, perfuravam a penumbra do templo e a minha própria confusão. Ele se aproximou. O cheiro forte de charuto e cachaça preencheu o ar. “Você confia nos seus guardiões?“, ele perguntou. “Sim”, respondi, minha voz quase um sussurro. Ele derramou o líquido sobre o fogo, que explodiu em uma bola de luz. Antes que eu pudesse entender, ele colocou aquele fogo inteiro na palma da minha mão estendida.
Meu coração parou. Meus olhos arregalaram. E o impossível aconteceu: não senti nada. Nenhuma dor, nenhuma queimadura. Apenas um calor intenso que não marcava a pele, mas sim a alma. Enquanto eu sustentava o fogo físico, ele sussurrava verdades sobre a minha vida que só eu poderia saber, memórias apagadas há tempos. Conselhos, uma benção e, no fim, ele literalmente engoliu a chama, limpando o que precisava ser limpo naquele exato momento. Esta é a moeda corrente no Ogum Templo dos Orixás. Aqui, o sobrenatural é linguagem cotidiana.
Este é o relato do que vivi e testemunhei durante seis meses de imersão neste universo que opera nos bastidores do poder real de Brasília. O homem no centro deste vortex é Cristiano Lopes, o Bàbá Ógun Dámiláre, um Mestre em Direito que trocou a advocacia em tempo integral pelo chamado irrecusável do Axé. Ao seu lado, seu marido, o também advogado Allison Pita. Juntos, eles comandam um espaço onde a física é desafiada e a fé é o último recurso para muitos dos nomes mais influentes do país.

Seu nome circula em grupos do Telegram e Whatsapp, como uma lenda urbana: o contato salvo como “O Babalorixá dos Políticos mais Poderosos do Brasil”. A lenda é sedutora. A realidade, confirmada pela minha investigação, é mais complexa e fascinante.
Sim, eles estão lá eu os reconheceria até de costas; a elite do poder, grandes políticos, advogados, pastores de grande rebanho, artistas e magnatas internacionais. Eles não frequentam as giras públicas e gratuitas; seus problemas são tratados na discrição absoluta de horários agendados, com um sigilo tão inviolável quanto o próprio sagrado.
É um mundo de dualidades perfeitas. O mesmo sacerdote, além de Mestre em Direito também é Mestre em Pactos com Belzebuth, que conduz rituais complexos para os poderosos, é o que abre as portas do templo para o povo, oferecendo o mesmo socorro espiritual; incorporações de Preto Velho, Exús, Pombagiras, Caboclos, Ciganos.. sem cobrar um centavo ao público que é orientado a colocar o nome em uma lista para conseguirem esses atendimentos em dias de gira aberta. A fé aqui é ao mesmo tempo democrática e exclusiva; um paradoxo brasileiro.
O que acontece no “Ogum Templo dos Orixás” é a ponta de um iceberg muito maior: a fome por reconexão urgente de uma sociedade pós-moderna com o mistério, com o ancestral, com religiões de terra que respondem a perguntas que a ciência ainda não formulou. É a busca pelo milagre que não se encontra em algoritmos, é a procura incessante por respostas não encontradas em igrejas católicas ou evangélicas, que só os seus ancestrais, ou entidades de poder conseguem esclarecer.
E esta história, caro leitor, está acontecendo agora. A apenas um clique de distância. E caso você queira duvidar, questionar e, quem sabe o que você precisa ver para crer no inacreditável, está feito. O Babalorixá dos Políticos mais poderosos do Brasil, ou o que faz desobssessão em evangélicos desgarrados não é mais uma lenda urbana.
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A verdade, como descobri, não está apenas nos fatos, mas no fogo que não queima!
Fotos: Polliana Lino








