A cantora e compositora francesa Julie Monin, conhecida artisticamente como Djeliah, apresenta ao público seu segundo trabalho de longa duração. “The Sun is Rising” chega às plataformas digitais em 29 de agosto, trazendo doze composições autorais que transitam entre jazz, soul, funk, reggae e afrobeat, gêneros que encontram eco nas influências de ícones como Bob Marley, Fela Kuti, Nina Simone, Erykah Badu, Billie Holiday e Céu.
O projeto musical representa muito mais que uma coleção de canções: constitui um manifesto artístico que conecta espiritualidade, consciência social e expressão musical autêntica. Residente há 15 anos no Brasil e estabelecida atualmente na Chapada Diamantina, Bahia, Djeliah também atua como terapeuta holística e foi pioneira no ensino de Theta Healing no território nacional.
A produção musical ficou a cargo de Gustavo Filograsso e Pablo Rosas, reconhecidos pelo projeto Passagem Universo, que trouxeram para o álbum uma sonoridade orgânica capturada durante sessões de gravação realizadas na Chapada Diamantina no período pandêmico. Esta escolha locacional não foi casual: reflete a busca por autenticidade e conexão com elementos naturais que permeiam toda a obra.
O álbum conta com participação internacional significativa através de Momi Maiga na faixa “Mama África”. O músico senegalês, radicado na Catalunha, contribui com sua expertise na kora (harpa africana tradicional). Momi integra uma nova geração de artistas da África Ocidental estabelecidos na Europa, nascido em Casamansa na renomada família griot Cissokho. Sua formação musical iniciou aos seis anos de idade, desenvolvendo uma linguagem única que mescla tradições mandés com jazz, flamenco e música clássica.
A trajetória de Momi inclui colaborações com artistas de projeção internacional como Youssou N’Dour, Jordi Savall, Seckou Keita e Amaro Freitas. Seu álbum mais recente, KAIRO (2024), recebeu o prêmio de Melhor Álbum Não Catalão no Enderrock Awards 2025, consolidando seu reconhecimento no cenário musical europeu.
A formação instrumental do álbum reúne talentos residentes na Chapada Diamantina, incluindo Luciano Menderete (Argentina/Brasil) nos teclados e piano, Frodo Leonardo (Brasil) na guitarra, além de músicos baseados na França como Carlos Bitencourt (Peru/França) e Cote Calmet (França), criando uma diversidade cultural que enriquece significativamente a sonoridade final.
A concepção temática do álbum privilegia mensagens de consciência, otimismo e liberdade espiritual. Djeliah pontua que “as canções levam o ouvinte a cenários introspectivos: da busca pela paz interior à crítica social global, da liberdade individual à reflexão sobre a nossa própria origem”. Cada composição representa uma jornada individual dentro do conjunto maior, funcionando como convite ao despertar da consciência através de harmonias que evocam direta e indiretamente os grandes mestres que inspiraram sua criação.
A trajetória musical de Djeliah começou em Londres, onde explorou o Garage Band para desenvolver camadas vocais e construir beats, processo que se transformou em ferramenta de cura pessoal e a levou a abraçar definitivamente a arte como missão de vida. Suas influências jazzísticas têm raízes familiares através de um avô músico de jazz e um pai apaixonado pelo gênero, além da exposição ao festival Jazz à Vienne em sua cidade natal.
Suas experiências internacionais incluem período em Barcelona, onde atuou como backing vocal em banda de reggae, e trabalho em gravadora londrina. A maioria das composições de “The Sun is Rising” foi criada entre 2005 e 2009, passando por um processo de refinamento ao longo dos anos até alcançar sua forma definitiva.
Com uma turnê nacional programada para novembro, incluindo apresentações no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, Djeliah consolida sua posição como voz singular na cena artística brasileira e internacional, utilizando a música como ponte entre o íntimo e o universal.
Escute “The Sun is Rising” nas plataformas digitais

Ficha Técnica
The Sun is Rising: Pablo Rosas, Gustavo Filograsso (guitarra, baixo) Julie Monin: voz
Nobody: Arranjos: Pablo Rosas, piano: Luciano Menderete, Contrabaixo: Carlos Betancourt, Bateria: José Enrique Calmet; voz: Julie Monin
Be The One: Arranjos: Pablo Rosas, Guitarra e baixo: Gustavo Filograsso, Bateria: Gustavo Rocha, Djembé: Vinicius José
The One: Arranjos: Pablo Rosas, Piano: Luciano Menderete, Contrabaixo: Carlos Betencourt, bateria: Jose Enrique Calmet; Conga: Jesus Santiago Rubia, voz: Julie Monin
Mama Africa: Guitarra: Leonardo Frodo, guitarra: Pablo Molina, Kora: Momi Maïga, Voz: Julie Monin, Percussão e baixo: Gustavo Filograsso
Place to Be: arranjos:Pablo Rosas, guitarra e baixo: Gustavo Filograsso, Voz: Julie Monin
Whatever: Violin: Thiago Gusmão, produção: Pablo Rosas e Gustavo Filograsso, Piano: Luciano Menderete, Voz: Julie Monin
Loosing or not: Beatbox: Caio Motta, voz: Julie Monin, produção: Gustavo Filograsso
Humanity: produção: Pablo Rosas e Gustavo Filograsso, guitarra e baixo: Gustavo Filograsso, Voz: Julie Monin
Revolution: produção: Pablo Rosas e Gustavo Filograsso, guitarra e baixo: Gustavo Filograsso, Voz: Julie Monin
Rainy Night: Piano: Luciano Menderete, voz: Julie Monin, Produção: Gustavo Filograsso
We are the War: produção: Pablo Rosas e Gustavo Filograsso, guitarra e baixo: Gustavo Filograsso, Voz: Julie Monin
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