Janine Mathias canta à Bahia de Rodrigo Campos e Rômulo Fróes no clipe “A Bahia Virá” com filme de Oruê Brasileiro

Com diversos compositores de Curitiba e São Paulo, para promover o segundo álbum, Janine faz conexão ancestral entre o rap, samba e sua herança familiar  

Janine Mathias canta à Bahia de Rodrigo Campos e Rômulo Fróes no clipe “A Bahia Virá” com filme de Oruê Brasileiro
(Créditos: Oruê Brasileiro/Still)

A devoção ancestral está enraizada em toda a extensão artística da brasiliense Janine Mathias. Filha de carioca com uma baiana, foi do seu avô materno — forrozeiro e pandeirista — onde a história do seu rap com samba resplandece. De Brasília à Bahia, radicada em Curitiba, a cantora anuncia o lançamento do seu novo clipe, “A Bahia Virá”, composição presenteada à ela por Rodrigo Campos e Rômulo Fróes, com audiovisual gravado na Terra de Todos os Santos e em Curitiba, com direção de Oruê Brasileiro. O clipe será lançado pelo canal da artista no YouTube, em 04 de agosto.  

Se em 2024, quando lançou o single “A Bahia Virá”, o encanto da arte do encontro pulsou sobre os feitos da composição inédita assinada em parceria entre Rodrigo Campos e Rômulo Fróes, especialmente para Janine Mathias; hoje, após um ano de lançar a música do segundo clipe de seu novo álbum, “O Rap do Meu Samba” – previsto para o segundo semestre — resplandecem a Janine Mathias, a necessidade de consagrar à matiz da sua história, enraizada entre a Bahia, Curitiba, Rio de Janeiro e Brasília. 

“Quem convive comigo, sabe que nada na vida é sorte. É axé. Com ‘A Bahia Virá’, essa relação entre a minha arte e a ancestralidade é um caminho único. Eu estava na Bahia quando recebi o contato do Rodrigo Campos falando que tinha feito uma composição com Rômulo Fróes, prontamente me presentearam. Depois que eu gravei a música, a jornalista Bruna Alves, sugeriu gravarmos o clipe. Foi quando eu vi que o Oruê estava filmando na Bahia. Foi a arte do encontro. E de fato, a Bahia veio”, rememora Janine Mathias. 

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Além de reverenciar o seu axé, a relação cultural baiana tem sido uma verdade sagrada e enaltecida em cada single divulgado pela artista para promover o segundo disco. Ainda assim, esse manto sagrado cultivado por Janine, principalmente a partir da sua raiz familiar, é uma realidade em “A Bahia Virá”.

“A Bahia que reside em mim é a identidade da negritude, o amor pelas minhas tranças e a beleza do processo de representação de Xangô. Quem assistir ao clipe verá  cenas impactantes de uma realidade bela, que coleta nossos sonhos, desenhando virtudes trazendo-a ao sol. Mais uma vez, o trabalho em equipe e a colaboração das pessoas ao meu redor tornaram este projeto possível, resultando em uma grande realização que enaltece a minha ancestralidade”, exalta a artista. 

Oruê Brasileiro traz em sua narrativa poética e visual, uma Bahia que é vasta em suas particularidades. Conduzido pela composição vital de Rodrigo Campos e Rômulo Fróes, o videomaker traduz em imagens a cultura preta, reverenciando o cotidiano de uma história ancestral através de fragmentos onde Janine Mathias também honra a sua infinitude.  

“Era mesmo uma ideia de documentar aquilo que eu estava vivendo tão intensamente para a minha memória e para quem sabe ter um acervo pessoal disso tudo. Depois de ter feito uma série de imagens ligadas ao candomblé, à minha religiosidade e ter conhecido meu Pai de Santo, Buda de Bobosa da Roça do Ventura, voltando de Cachoeira para Salvador, eu recebo essa mensagem da Janine propondo a produção do clipe. Nada é por acaso né. Voltando para Curitiba, a gente se encontrou, celebrou, assistiu às imagens e decidiu incluir algumas outras cenas com ela. Assim, surgiu a ideia de gravar no Mercado Municipal de Curitiba, buscando essa conexão de Curitiba  a Bahia”, relata Oruê Brasileiro, responsável pela  produtora Odaraê Filmes de Impacto.

“A Bahia Virá” sucede os singles em que Janine afirma a sua relação com Curitiba, e reúne compositores e letristas renomados do samba paranaense, como Léo Fé  e artistas que integram a sua trajetória artística. 

Em “Devoção”, a cantora regrava a canção dos bambas Rodrigo Paulo, Léo Fé, e Nego Chandi com quem Janine trilhou diversos trabalhos como backing vocal no início da carreira. 

Na composição da cantora Raissa Fayet, “Me Enfeita” é a música que caminha entre a percussividade e referências entre o indie e o rock. Ainda assim, traz em sua poética, as referências da religiosidade de Janine e aventuras passionais carnavalescas. 

Da essência carioca, em ´´Me Ilumina“, Janine Mathias se esbalda na referência paterna com a sua própria composição em um samba de gafieira contemporâneo. 

E do single mais recente, ´´Barracão é Seu“, quase 60 anos depois de Clementina de Jesus (1901-1987) dar voz em seu LP homônimo de 1966, ao compositor João da Gente (1882-1937), Janine também bebe desta água do partido alto portelense, em fusão com o rap escrito por ela e exaltado pelo seu amigo Criolo.

Ainda enaltece na música do compositor carioca, referências do samba de roda baiano, com direito a prato e faca por Thomas Harres, coro com Val Andrade, Tito Amorin e Bruna Lucchesi. 

O próximo lançamento que antecede o lançamento do álbum “O Rap do Meu Samba”, será a música a música “Um Minuto”. Conhecida do público pelo álbum “Sambas do Absurdo, Vol. 2” [YB Music], onde Rodrigo Campos reúne as participações primorosas de Gui Amabis e Juçara Marçal, e também, outras parcerias de letra com Nuno Ramos e Rômulo Fróes. Faça o pré-save da música aqui

Ficha técnica clipe

Roteiro e Direção: Oruê Brasileiro
Produção e Assistente de Direção: Giulia Dorneles
Assistente de Produção: Kyra Ferreira
Elenco: Janine Mathias
Direção de Arte: Kyra Ferreira
Figurino: Rocio Canvas, Daniela Carvalho e OUS
Maquiagem: Pretaurina
Cabelo: Mayara Gomes Abayomi
Direção de Fotografia: Oruê Brasileiro
Assistente de Fotografia: Giulia Dorneles
Operação de Câmera: Oruê Brasileiro
Fotografia Still: Daniel Medina
Montagem: Oruê Brasileiro
Colorização e Finalização: Johann Stollmeier
Assessoria de imprensa: Cabana Assessoria
Jornalista responsável: Lucas Cabaña

Ficha técnica música

Compositores: Rodrigo Campos e Rômulo Fróes
Gravado e Mixado nos estúdios YB
Coordenação e Produção: Giusy de Lucca e Bernardo Bravo
Mixagem e Masterização: Carlos (Cacá) Lima, Estúdio YB (SP)
Técnico Gravação: Fernando Rischbieter e Carlos (Cacá) Lima, Estúdio YB (SP)
Direção e Produção Musical : Rodrigo Campos
Preparação Vocal: Val Andrade.
Identidade Visual: O Colletivo Design e Agência Moonstro
Desdobramentos e Criação Identidade Visual: Henrique Assis
Estratégia: Andressa Versa
Social Media: Kauanny Mueler
Ilustrador: Flávio Smile
Foto: Leticia Futata
Rodrigo Campos: Guitarra, Violão
Dustan Araujo Galas: Rhodes e harmrmond
Thomas Harres: Bateria e chocalho
Zé Nigro: Baixo
Allan Abbadi: Trombone
Pablo Carvalho: Atabaque e conga

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