“Se posicionar não é apenas ter visibilidade com mídia nas redes sociais” , afirma Lindsey Vianna, artista LGBT cearense

“Se posicionar não é apenas ter visibilidade com mídia nas redes sociais” , afirma Lindsey Vianna, artista LGBT cearense

Desde 2017, a artista multimídia cearense independente vem construindo uma trajetória sólida e autêntica no cenário artístico nacional. Com um trabalho que transita por diversas linguagens e plataformas, ela se destaca não apenas pela produção criativa, mas também pelo forte posicionamento social, especialmente como representante da comunidade LGBTQIAPN+.

Em um contexto onde ainda é desafiador conquistar espaço, sobretudo para artistas LGBTQIAPN+ do Ceará, ela segue firme na missão de viver da própria arte. “Durante esses anos, produzi muita coisa que me enche de orgulho, obras que gosto e com as quais me identifico profundamente. Meu trabalho está em todas as plataformas digitais e quero continuar explorando novas possibilidades“, afirma.

A cena musical local, embora rica em talentos, ainda apresenta barreiras para artistas que fogem das normas tradicionais. A artista comenta que, muitas vezes, é necessário buscar apoio e visibilidade na capital do estado. “Preciso me deslocar com frequência para a capital, onde colaboro com amigos e colegas de nicho. Essas parcerias são fundamentais, pois me conectam com pessoas que compartilham vivências e compreendem os desafios que enfrentamos. Isso fortalece meu trabalho e minha identidade artística.”

Além da produção artística, ela se destaca pelo compromisso com pautas sociais. Atuante tanto nas redes quanto na vida real, não se omite diante de episódios de racismo religioso, LGBTfobia ou outras formas de preconceito. “Acredito que, quando se tem a capacidade e a oportunidade de se posicionar, não se deve ficar em silêncio. Não se trata de fazer marketing, mas de assumir um compromisso ético. Infelizmente, ainda vemos figuras públicas que confundem visibilidade midiática com ativismo genuíno.

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Durante o mês da diversidade, que celebra a luta e a resistência LGBTQIAPN+, a artista reforça que o engajamento deve ser contínuo. “Toda fala positiva tem seu valor e pode gerar impacto, não apenas em junho, mas durante o ano todo. Nossa existência e nossa arte são formas de resistência diárias.

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